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Vida em Sociedade

Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo. Leon Tolstói

O que você faz quando ninguém está te vendo? Foi com essa pergunta que entramos numa conversa acalorada. O debate que se desenvolveu foi intenso e proveitoso. Em nosso mundinho de jovens idealistas, acreditávamos que chegaríamos na essência da filosofia e desenvolvíamos grandes teorias acadêmicas, só faltaria colocar no papel e mandar para uma editora. Éramos jovens sonhadores, eu e meus amigos, integrantes de um grupo de jovens na Ponte do Imaruim/Palhoça no início dos anos 90. Não escrevemos a tal teoria, nenhuma delas, diga-se de passagem, ninguém virou filosofo até onde tenho conhecimento, mas, com certeza, nos tornamos cidadãos mais concisos de nossos deveres e direitos. Tá bom, e o que essa lembrança saudosista está fazendo aqui? Vamos em frente para saber.


É que tenho percebido que está faltando alguma coisa nas nossas relações interpessoais, tanto com conhecidos quanto com desconhecidos, tanto no trato da coisa particular quanto pública. Sei lá, sinto falta de um comportamento mais sociável em nossas relações. Ficou estranho a frase, deixa eu esclarecer minha ideia. Estamos indo para Florianópolis via rodovia Mario Covas, popular BR-101, na nossa frente vai um carro lento, na pista do lado um caminhão carregado, pelo meio os motoqueiros voando baixo. O carro atrás da sinal de luz, você não tem o que fazer, o que faz o carro de trás, passa pelo acostamento ou fica com direção perigosa e te xingando. Também tem a opção contrária, você está lento na pista da esquerda, nada te impede de se colocar na pista da direita, o carro de trás vem mais rápido, porque você não sai? E muitos acham normal e aceitável esses comportamentos. Estamos na praia, tomamos um sorvete, o que acontece na maioria das vezes? Onde vai parar o palito? No saco de lixo, na areia ou na água? E olha que estou apresentando exemplos comunitários. Vamos tornar essa conversa um tanto mais introspectiva. Estamos em casa e temos aula a distância obrigatório atualmente – estudamos e desenvolvemos o tema para apreender ou vamos jogar, nos divertir nas redes sociais? Isso para ficar em algumas situações mais cotidianas e não me aventurar em coisas mais obscuras. Mas é isso, esse comportamento é normal? Já somos, no meu caso, a terceira geração que possui automóvel – meus avós, meus pais, eu – e ainda não aprendemos a dirigir com respeito. Ano após ano, campanha após campanha e a sujeira nas praias continua crescendo. Perda de tempo em redes sociais, nem vou comentar.


A resposta para aquela pergunta da primeira linha? Discutíamos sobre o ser ético e o ser moral. O que você faz quando ninguém está te olhando é a tua real moralidade, é o teu ser ético, é o teu caráter. Para o bem ou para o mal. E, hoje ainda, é o que continua faltando em nossa sociedade: Um ser de caráter honrado, que consiga com a soma de várias outras morais individuais justas, nos transformar em uma sociedade perfeita.

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